Category: Off topic

Rascunhos

Hoje percebi que já tenho mais rascunhos que textos. E tenho mais ideias que os dois juntos. Há rascunhos que, por mais bonitos que sejam, não querem virar realidade.

Fim de temporada

Se a nossa vida fosse como um seriado, onde cada ano é uma temporada, poderia dizer que 2012  foi a mais fraca delas. Os últimos episódios servem de resumo. Na verdade, foi um ano em que não fui protagonista da minha própria história. Felizmente esta temporada está chegando ao fim.

O melhor que posso levar dela são lições para a próxima. Que minha personagem seja mais egoísta e menos ingênua. Que tenha aprendido de uma vez por todas que a maioria das pessoas querem algo em troca de tudo ou mesmo sem dar nada. Que não se relacione com quem não te pergunta as coisas, mas prefere saber de ti pelos outros ou te abandone sem motivos.

Quero acumular novamente as funções de roteirista e diretor, cortar o núcleo nocivo e manter o agregador. Quero novas locações, novas cenas de ação e romance. Tudo o que não teve na apagada atual temporada.

Em 2012 perdi o rumo, dinheiro, tempo e dignidade. Virei um mendigo de atenção. Em 2013 não quero esmolas, também não quero ir às forras. Quero e terei aquilo que for para mim de forma justa. A dor da última humilhação acabou se tornando o melhor motivador para levantar e ir à luta, buscar as garantias, renovar o contrato com a produtora. Essa temporada foi pior que o especial de natal do Star Wars. Vamos ver se pelo menos a Season Finale dá o tom de mudança para melhor.

Ateísmo “crente”

The fundamental cause of trouble in the world today is that the stupid are cocksure while the intelligent are full of doubt” (A principal causa dos problemas no mundo na atualidade é que os estúpidos tem muita certeza, enquanto os inteligentes estão cheios de dúvidas).

A citação é do livro de 1929, O casamento e a moral, de Bertrand Russel, no capítulo sobre a Ética Cristã. É difícil, para livres pensadores, não associar esta frase aos, fanáticos ou não, religiosos. Volta e meia, nos deparamos com uma discussão tola em que nossa falta de resposta parece dar a vitória a quem está certo do que acredita.

O ateísmo ou a ausência de religião parece estar crescendo no mundo todo, inclusive no Brasil. Mas aqui esse crescimento tem características únicas. O tema aparece constantemente nas redes sociais e provoca discussões apaixonadas e, normalmente, ilógicas. Mais parece uma briga de torcedores de futebol.

É inevitável creditar essa tendência à pobreza da educação no país, que claramente não ajuda a desenvolver o senso crítico. Além disso, as igrejas-negócio tem um papel fundamental. Elas escancaram o esquema e qualquer um com um mínimo de inteligência sabe que estas não tem o propósito da fé. Esta visão acaba sendo estendida à todas as religiões pelo novo descrente.

Via de regra, as pessoas são religiosas por herança cultural. Ser ateu, até bem pouco tempo, era fruto de um logo exercício de autoconhecimento, normalmente. Não existem escolas ateístas – não confundir com ensino laico – e não é muito comum ateus tentando converter religiosos. Isto vem mudando com a Internet.

Seja pelo enfraquecimento da tradição religiosa de outrora, ou por algum trauma com igrejas, as pessoas, geralmente jovens e adolescentes, estão tendo contato com a informação ateísta e a estão assimilando, de maneira simples e sem muitos questionamentos. Dessa forma, o ateísmo tem ganhado força de oposição às religiões, principalmente ao cristianismo.

Costumo chamar esse fenômeno de “ateísmo crente”, porque tem os mesmos mecanismos dos religiosos em geral, baseado exclusivamente na sua “fé” de que nenhum deus existe, acreditando cegamente nisto e tentando convencer ao próximo de que este é o único caminho que deve ser seguido.

Para o ateu clássico, este movimento não é agradável. Embora seja bom ver menos cidadãos seguindo religiões e deixando de patrocinar um dos principais meios de manipular massas, as igrejas, eles não estão livres de outros enganos e meios de alienação – política, por exemplo. Assim, o “ser ateu” não lhes está agregando muito valor. Em contrapartida, a imagem dos ateístas pensadores ficam mesclada à imagem do “ateísmo crente” ou, como muita gente prefere dizer, “ateísmo modinha”.

Existem crentes cheios de dúvidas, provavelmente a maioria dos ateus e outros que nunca chegarão ao ceticismo, mas que não aceitam a imposição de verdades por líderes religiosos. Da mesma forma, começa a existir um sem número de pessoas que se autodenominam ateístas ou agnósticas e reproduzem todo o tipo de “verdade”, desde que a mesma fira alguma religião ou autoafirme sua não necessidade dela. Apesar de encontrarmos muita gente em fase de desenvolvimento de sua consciência nos redutos ateístas populares da Internet, é nítido que a grande maioria está bastante longe de poder ser considerada “livre pensadora”. Portanto, a frase de Russell, comumente associada à cristãos, muito provavelmente continuaria pertinente num estado de maioria ateu. E os problemas do mundo continuarão por muitas atualidades.

Falha de autenticidade no Facebook

Poucas pessoas perceberam que existe ou usam o serviço de e-mail do Facebook. A ideia de centralizar contatos, mensageiro e e-mail em um mesmo lugar me agradou bastante e eu resolvi que as mensagens enviadas pelo formulário desta página me chegassem diretamente na caixa de entrada do meu perfil social. Foi quando percebi esta falha, que permite qualquer pessoa passar-se por outra muito facilmente, mascarando o remetente.

Embora o spoofing de e-mail, como é conhecida essa técnica, seja um problema para qualquer serviço de correio eletrônico, no Facebook, ele é agravado por associar o remetente ao perfil cadastrado na rede social. Como o serviço é muito básico, sequer possui opção para exibir o cabeçalho do e-mail, o que, para a grande maioria dos usuários, nem faria muita diferença.

Formulário usado para facilitar o teste

Para reproduzir o problema, criei um formulário simples em HTML/PHP usando a função mail(). Utilizando o e-mail de cadastro de alguns amigos, pude me enviar mensagens ao meu perfil como se fossem eles. Neste teste, todas as 8 mensagens chegaram, sendo 4 como SPAM. Entretanto, há técnicas mais avançadas para “spoofar“.

Também fiz um teste utilizando os endereços @facebook.com dos usuários. Neste caso, com previa, nenhuma das mensagens chegaram.

Falsa mensagem chegando na caixa de entrada.

Em tempos onde as redes sociais se tornaram um dos principais meios de comunicação e os maus entendidos imperam, uma mensagem plantada, como a que fiz minha amiga “me enviar” poderia ser trágico para um relacionamento.

Talvez por isso, o Facebook tenha deixado de exibir, por padrão, o e-mail principal dos contatos.

Se não conhecia e quer saber um pouco mais deste recurso do Facebook, visite https://www.facebook.com/help/212136965485956/

Não há como desativar este e-mail, o que se pode fazer é restringir a que apenas amigos possam te enviar mensagens, nas configurações de privacidade. Essa prática, entretanto, não evita que a falha de autenticidade seja aplicada com o seu perfil. Nos resta esperar para ver como o Facebook vai lidar com esse e tantos outros problemas que trazem um serviço de correio eletrônico.

Fidelidade: uma missão quase impossível

Texto originalmente escrito para o extinto site ateistas.com sob o pseudônimo Francisco (Paco) Rafael González

Enquanto as pessoas, em sua maioria, ao serem perguntadas, dirão que nunca foram infiéis, de fato, a maioria delas, já foram de alguma maneira. Assim como existe muitos tipos de gente, existem também várias formas de ser infiel e, quase sempre, é inevitável sê-lo. O que considero mais importante, no entanto, é a forma como alguém desfará seus vínculos de fidelidade.

Ora, o senso comum aponta a infidelidade simplesmente como o ato libertino com alguém fora do relacionamento. Quando se estabelece a relação, sobretudo amorosa, normalmente, a fidelização é um conceito implícito e, raramente, acordos podem ser feitos no sentido da não exclusividade. Estes acordos, que parecem absurdos para algumas pessoas, podem ser a única chave da verdadeira fidelidade. Não obstante, ser fiel é honrar todos os compromissos estabelecidos no acordo de relacionamento e não é necessário que haja adultério para que este acordo seja fraudado.

Cada pessoa reage de forma diferente ao comportamento de outras e a seu próprio. Algumas possuem um tipo de esperteza para enganar sua consciência. É o que ocorre quando um indivíduo, estando dentro de um acordo de relação, se interessa por outra pessoa e, inevitavelmente, vai realizar esta troca. Mas, geralmente, a fará de maneira a sentir-se digno. Vejamos o caso de Maria e João, um casal feliz, até aparecer José. Utilizarei o elemento feminino por considerar as mulheres muito mais engenhosas e criativas no não cumprimento do acordo de fidelidade.

Maria tem um interesse por José e ela descobre ser verdadeira a recíproca. A reciprocidade não é fundamental, mas ocorre na maioria dos casos. Infelizmente, ela está num acordo com João, prometeu jamais abandoná-lo entre outras promessas que costumam fazer os apaixonados. Maria vai ficar com José, de uma forma ou de outra, e ela vai escolher a que lhe faça sentir melhor. Ela poderia, simplesmente, trocar João por José, se desculpar pelo fim do acordo e ser feliz. Mas muitos dilemas morais, opinião das pessoas de fora ou mesmo de João e José, fazem com que este processo de troca seja complexado.

Maria pode terminar sua relação com João, sem alegar que existe outro alguém. Ela poderá usar a desculpa que melhor lhe convier, estas, não faltam em qualquer relacionamento. Uma vez rompido o contrato amoroso, o caso com José poderá começar imediatamente, às escondidas ou não, ou ela ainda se permitirá um tempo. Qualquer que seja o caso, dependerá do seu bem estar, da preocupação com a sua imagem diante das outras pessoas e, quiçá, de si mesma. Mas ela pode não ser tão corajosa para terminar, ou mesmo, não acreditar ser suficiente para salvar sua reputação. Então, ao invés de colocar-lhe fim, ela mina o relacionamento, muda sua forma de ser, sem oferecer explicações, forçando João a romper o contrato. Desta forma, ela estará menos complicada ao aparecer tão cedo com outra pessoa, afinal, para todos os efeitos, João foi quem não foi tolerante e fiel e é mais compreensível, a olhos alheios, a reposição de sua carência.

Existem ainda diversas técnicas que se utiliza, conscientemente ou não, para mascarar a infidelidade. Não estamos tratando do clássico caso de adultério, pois esta configuração não precisa e nem merece ser explicada. Também, não cabe comparação caso a caso. Vivemos em um mundo onde a competição se revela em qualquer seara. Quando tratamos de pessoas queridas, devemos tentar suprimir qualquer tipo de disputa, mas este é tema para outro artigo. O que muitos não imaginam, todavia, são os possíveis danos causados na parte preterida, devido ao sentimento de traição ou mesmo de total ignorância.

A grande questão é: a infidelidade pode ser evitada? E a resposta é muito individual. Ela pode sim, ser evitada, mas com algum custo, talvez da felicidade do sujeito. Quando não se está disposto a pagar este preço, há formas e formas de fazê-lo, e isso vai depender de cada um. A que eu considero mais digna é a honestidade total. No começo da relação podem deixar claro que é algo que poderia acontecer algum dia. Mesmo que isto não fique explícito, o mais correto seria ser totalmente verdadeiro. Maria dizer a João que o deixará porque deseja compartilhar com José do sentimento de interesse. Esta atitude também tem seu preço, mas seja qual for o resultado, este será um resultado real e justo. No fim das contas, o saldo mostrará a força do seu caráter.

Lembre-se que o costume faz hábito e acostumar-se a mentir para se sentir melhor poderá torná-lo uma máquina de engenharia social. Talvez para pequenas intempéries do dia a dia seja um artifício útil, mas não quando se deseja relacionamentos reais e duradeiros com pessoas que são importantes.

Un beso ateísta.

Paco González

Um problema da sociedade brasileira: o mentirismo – Segunda carta de Paco aos ateístas

Texto originalmente escrito para o extinto site ateistas.com sob o pseudônimo Francisco Rafael González

Caros colegas ateístas do sítio ateístas.com, nesta postagem, quero falar sobre um tema que vejo enraizado na cultura brasileira, esta que eu admiro tanto, a comunhão da mentira. Venho de um país, meu querido México, onde as bromas são cotidianas e, em certos aspectos, identificáveis com a forma de ser do brasileiro. Tenho uma breve vivência nos Estados Unidos, onde o sacarmo é bastante apreciado, mas normalmente acompanhado de bons tragos de franqueza. Não me surpreendeu ver que aqui, dada a gentileza natural de sua gente, o mentirismo piedoso fosse tão comum. O que, sim, me deixa algo perplexo é como a insinceridade não apenas é desejada, como muitas vezes, solicitada.

O Brasil é uma ubicação ingrata para os adeptos ao verdadeirismo. Embora a maioria das pessoas, se questionadas sobre preferir verdade a mentira, digam, sem pensar, a primeira, elas gostam mais de ouvir inverdades, ou seja, elas já estão mentindo, até mesmo nesta resposta. E porque esta hipocrisia? Porque a verdade é mais bem vista por seus pares e parecer apreciá-la agrega valor moral.

Um fato é que as pessoas adoram mentir e adoram ouvir mentiras, ou verdades que já conheçam e lhes são agradáveis. Quando alguém, com um fenótipo claramente esbelto, diz que se sente feio, muito provavelmente está mentindo para que digam a verdade que lhe convém. Se realmente estivesse incomodado com sua aparência, dificilmente tocaria no tema e, se o fizesse, ficaria feliz com uma provável mentira simpática. Em último caso, que uma pessoa franca confirmasse seu aspecto detestável, possivelmente a reação seria de magoamento, explícito ou não, ou no máximo de conformismo inconforme.

As crianças são altamente treinadas para se corromperem desde que começam a falar. Não fossem suficientes as não clarezas das respostas dos pais, professores e demais adultos cercanos, às dúvidas mais comuns dos pequenos, seja por constrangimento, ignorância ou preguiça, também ralham-lhes pelas supostas ofensas proferidas. Uma verdade é diferente de um insulto. Dizer que uma pessoa é peluda e pançuda é diferente de dizer que parece um chimpanzé. Te parece horrível dizer algo assim para alguém, ainda que seja de forma ingênua? Então, foste treinado. As pessoas só se incomodam com a verdade porque também foram orientadas que isto é errado. O ideal é que aprendam a ser respeitosos, não engenhosos. Com a idade aprenderão as consequências de suas palavras, mas se forem instruídos a mentir, o farão para a vida toda.

A começar pela escola, onde farão parecer que fizeram as pesquisas e os mestres farão parecer que as leram. O educandário divide com a família a responsabilidade de formar adultos emocionalmente dependentes.

Adultos, estes, que viverão falsos relacionamentos. Uma parte das mulheres, senão a maioria, quando interrogadas acerca do que espera de um companheiro, omite o que realmente lhes faz interessar à primeira vista, para dizer que sinceridade é essencial. Incautos, não se deixem enganar! Nenhuma mulher é sincera quando afirma que o que mais lhe agrada em um homem é a sinceridade. Absolutamente, para dizer-lhes se estão gordas ou ridículas, um espelho ou uma amiga atenta é o suficiente. Da parelha, espera apenas doces falsetas e verdades óbvias.

Em outra via, os homens mentem para satisfazer esta necessidade das mulheres. Alguns fingem querer algo mais sério, para ter o que os dois querem. Mentem aonde vão, o que fazem, com quem falaram, independente de serem infiéis ou não, mas porque não querem iniciar uma discussão filosófica sobre o nada de mais ou o tudo de muito menos. É o protocolo do amor. Olhos que não veem, coração que não sente.

Homens e mulheres que, no trabalho, serão igualmente dissimulados. Geralmente, os mais habilidosos chegam a altos postos e tratam de enganar os clientes, para melhores resultados financeiros. É um círculo vicioso que se repete nos esportes, política, meios de comunicação. Quanto mais mentirístico, maior repercussão terá.

Embora seja este um fenômeno mundial, a falácia, no Brasil é arraigada ao coloquialismo cotidiano. Contestar à um simples pedido de opinião com uma lhana resposta pode abalar fatalmente uma relação, de qualquer espécie. Isto porque as ligações são construídas em bases ilusórias, sustentadas por uma delgada camada de vaidade, proveniente, possivelmente, das clássicas desigualdades sociais seculares.

As gerações atuais já estão perdidas. Infelizmente, é quase impossível, ou porque não, catastrófico, que cidadãos começassem a dizer o que pensam cruamente. Mas o mundo será um lugar melhor, concertezamente, se deixarmos nossos filhos crescerem sem o mentirismo como arma de defesa e ataque. Pessoas superprotegidas são fracas, poucas conseguem usar isso a seu favor e se fortalecer. Ateístas do Brasil, uni-vos em prol da construção de um país de pessoas fortes e livres!

Rumo ao convertimento ateísta – Carta de Paco aos Ateístas

Texto originalmente escrito para o extinto site ateistas.com sob o pseudônimo Francisco Rafael González

Queridos irmãos ateístas do site ateístas.com. Quero-vos fazer uma reverência em agradecimento à modificação da minha forma de pensar. No começo, quando entrei aqui, tive um pouco de medo de estar no meio de tantas pessoas servidoras de Satanás. Me escondi sob a capa do meu outro Eu que ao me ver já era digno de alguma simpatia. Comecei a duvidar de Deus por coisas pequenas e agora estou quase convicto da sua inexistência enquanto o ser supremo.

Comecei a desconfiar de Deus seriamente quando, em minhas orações, pedi uma morena para namoração e ele me deu duas loiras, que, embora quase compensem intelectualmente, me fazem gastar muito dinheiro com filtramento solar em creme, sol este, teoricamente, criado por Deus. Não bastasse isso, vi que pessoas más usam de artifícios enganosos para iludir as outras pessoas, em nome do meu, até então, lindo e querido Deus e ele ficava lá parado sem fazer nada.

Também vi que os ateístas não são as piores pessoas que existem no mundo. No início, achei que veria seres gangrenosos praticando o homossexualismo e o homossexualismo lesbiano, o suicídio, a consumação de narcóticos e o culto ao oculto. Apesar de que encontrei muitos usuários simpatizantes dos duelos entre cobras, entre aranhas e entre os dois animais ao mesmo tempo e vice e versa, não encontrei gangrena alguma. Meu impacto foi pensar que Deus estava aqui de alguma maneira, tocando o coração de cada um à sua maneira. Mas a ausência dele se tornou, para minha visão particular, cada vez mais notória.

Ora, vejo que os ateístas também sofrem por amor. Ateístas também sabem ler e escrever tão bem como qualquer pessoa educada. Ateístas são tão receptivos ou tão arrogantes como qualquer religioso que confessa qualquer religião. Qual não foi minha surpresa em saber que o mentalista também é um ateísta! E Alan Harper! E Darth Vader! E o próprio Jesus! Tantas pessoas de bem, praticando o sem deusismo, sem culpa e medo, não podem estar erradas.

E se formos falar de milagres? O mundo ateísta não deve nada a ninguém. Aqui os mudos conseguem falar através da linguagem escrita. E falando de línguas, quem disse que só pessoas possuídas por demônios ou espíritos falam em línguas diferentes? Hoje foi demonstrado que ateístas falam em línguas e com um diferencial, são traduzíveis! Só os ateístas conseguem tocar pessoas que estão quilômetros distantes. Só os ateístas do Ateístas.com conseguem receber por minuto 500 e-mails, renderizações de página, requisições assíncronas, gravações em bancos de dados entre outros.

Finalizo com minhas recomendações de continuísmo da essência ateísta como vem sendo praticado e acredito que, se uma pessoa de ideologia teísta passasse algumas poucas horas neste sítio de entretenimento e informação desvinculado de aceitação divina, fatalmente se questionariam um pouco mais sobre a sua crença e dariam alguma chance ao ateísmo cético ou agnóstico. Espero contar com meus novos amigos para consumação do meu convertimento.

Francisco Rafael González

ps: agradeço a todos que me ajudaram com o traduzimento.