Category: Cesta de pitaco

Cesta de pitacos

Desde que criei isso daqui pensei em várias colunas fixas para a página. Mas, como sempre, deixei para amanhã! Só que aconteceu tanta coisa comentável hoje, que resolvi escrever sobre tudo numa só postagem. E resolvi falar sobre outras coisas do decorrer da semana. E talvez faça isso nas próximas sextas. E fiz esse trocadilho infame de sexta com cesta. Bem, deixemos as explicações, vamos à pitacada.

F1

Começando pela bela corrida em Austin, a penúltima no calendário 2012 da F1. A Globo se safou de mostrar aos espectadores brasileiros a Ferrari fazer o jogo de equipe mais escancarado dos últimos tempos: violou propositadamente uma regra para que Felipe Massa perdesse cinco posições e beneficiasse Fernando Alonso com uma. Seria muito interessante se todas as equipes tivessem atitudes parecidas, afinal, não faz sentido chamar de colega de time alguém que concorre externamente contra você. O traçado do circuito é fantástico, o melhor das pistas recém inauguradas para F1. Sebastian Vettel perdeu a oportunidade de decidir o campeonato e Alonso aproveitou bem o favor de Massa para manter a briga na última prova da temporada. Hamilton, que não tem nada com isso, pode ter vencido sua última carreira dentro de uma MacLaren. No Brasil, o destaque mesmo foi a emissora aberta oficial não ter conseguido, ou querido, manipular a CBF para mudar os jogos principais do Campeonato Brasileiro para sábado e, por sorte, não deixou de transmitir o possível tricampeonato antecipado do piloto nº1 do grid.

Reprodução do periódico marca.com

Palmeiras

O atual campeão da copa nacional foi rebaixado no Campeonato Brasileiro. Coisas que acontecem por aqui e mostram duas coisas: a Copa do Brasil é fraca e as equipes vivem da sorte de o time do ano funcionar. Vender o almoço para comprar a janta, essa é a situação da maioria dos clubes da divisão principal. Lado bom disso é para o Palmeiras, que a humilhação não é nova e é uma nova oportunidade para se reestruturar economicamente, pelo menos um pouco. É só ver o caminho que tomaram Fluminense, Atlético-MG, Botafogo, Corinthians e Vasco, tendo times competitivos após caírem no poço. O lado ruim é  para todas as outras equipes, afinal, fora raras exceções, ano que vem está todo mundo no mesmo barco furado lutando contra o rebaixamento, justiça, credores, desde a pré-temporada.

Latino

O canal do cantor (sic) Latino no Youtube foi desativado, segundo a página, por seguidas denúncias de violação dos direitos autorais de terceiros. Bem, agora que já comemoramos, vamos esquecer por um momento o favor enorme que o Google fez ao mundo inteiro e vejamos o lado ruim disso. Por pior que fossem as paródias do Latino, ele sempre fez questão de deixar claro que atua, não só para ele, como um comprador de licenças de sucessos mundiais para fazer as assombrosas versões aos consumidores brasileiros. Ainda que houvesse alguma música com algum tipo de propriedade intelectual fraudada, me pareceria mais razoável excluir apenas o vídeo específico. A falta de transparência do Youtube nesse caso deve preocupar a qualquer um que viva de criar conteúdo nela.

Reprodução da página do canal do Latino

Mano

Existem jogadores de nacionalidade brasileira para formar umas cinco seleções competitivas. Infelizmente, o nosso ex-técnico não conseguiu formar nenhuma. Eu gostava da equipe de Dunga, ele realmente teve azar em não ter descoberto Neymar à tempo e outros jogadores em má fase, mas fez o que era possível com o que tinha na época. O time tinha uma personalidade fraca, mas tinha. As seleções de Mano nunca tiveram muita cara e ele foi na hora certa. A notícia da sua saída é muito estimulante e só pode ser frustrada se o substituto escolhido for ainda pior. O lado bom é para Mano, já que o Palmeiras vai precisar de um técnico especialista em série B, então o mercado está pra peixe. O lado ruim é para os torcedores dos outros times que podem ter que xingar o técnico em 2013 caso ele não acerte com o alviverde.

Reprodução da página globoesporte.com

#Blackfriday Brazil

A semana foi muito movimentada e teve muitos outros assuntos que eu não vou falar sobre. Sem dúvida o meu preferido foi o Black Friday versão Axé. Fiz piada sobre isso a semana toda, mas a realidade foi ainda pior. Além dos descontos abaixo do preço de custo não existirem, a maioria das grandes lojas virtuais mostraram-se despreparadas para atender a demanda de acessos e ficaram fora do ar antes mesmo das promoções começarem. A situação mais constrangedora que vi foi da boa loja Kabum. Eles tiveram a ótima ideia de não criar apenas uma tabela de descontos, e sim fazer promoções relâmpagos durante toda a sexta. Mas a estratégia se mostrou ruim na prática, quando os melhores produtos se esgotaram em poucos segundos. Ou seja, apesar de deixar 30 clientes felizes por comprarem um Galaxy SIII por 1090 reais, outras centenas de possíveis futuros clientes ficaram decepcionados e até se sentindo lesados. Ideia boa, execução ruim. Não saberia dizer se, na prática, a campanha foi mais negativa do que positiva. Apesar das reclamações em todas as postagens da loja no Facebook, os usuários compraram em poucos  minutos os 500 roteadores Multilaser descartados por R$ 29,90. Com um giro rápido por outras lojas, não achei um desconto sequer que fosse merecedor de ser chamado pelo menos de bom negócio. Vi também muitas desculpas, até mesmo dos consumidores em defesa das lojas. A verdade é que faltou ousadia e investimento para aproveitar o potencial da data. As empresas mais corajosas só aceitaram deixar de ganhar, nenhuma subsidiou os produtos como estratégia de marketing.

Reprodução do erro na página do Kabum

Podemos ter esperanças? Sim, nós podemos! Na última semana recebi uma promoção do Paypal para comprar um celular bem abaixo do preço normal da loja virtual parceira, e de todas as lojas que procurei. Não chegou a ser nada extraordinário, mas bem melhor que a maioria das ofertas que costumo receber das próprias lojas. À atuação do Paypal, poderemos nos beneficiar da concorrência da Amazon, que pretende se instalar no Brasil no próximo ano. Se trouxer consigo a sua filosofia e obrigar as outras lojas a fazer o mesmo, poderemos ter um Black Friday melhor no futuro.