Acho que você não tá aí, mas boa noite

Você se foi tão rápido quanto chegou naquele dia de abril, tomando a iniciativa de procurar no escuro, agarrar, conquistar e proteger. Medo não combina contigo e é só o que eu vejo. Esse orgulho é uma porta que nos separa, te tranca do lado de fora da casa sombria onde vivo. Separados, livre e preso. Perigoso e desinteressado de segurança. Frio e frio. Condenada à liberdade e condenado a ser liberto de ti.

Nunca me despedi tantas vezes de alguém e cada vez eu senti que era a última vez que te via. Talvez não seja essa, mas é assim que me sinto de novo. Me acuse de qualquer coisa e eu nem me importo se sou culpado ou não. Mas não me acuse de não ter tentado honrar cada palavra que eu disse. Como tentei com o “Não vamos” que repliquei para o “dessa vez não vamos deixar nada dar errado?”!

E o que fizeste de errado? Ou o que fiz eu? O que pode separar duas almas irmãs? Quantas outras portas existem? Como um frisson vira de repente um silêncio? São tantas perguntas e tão poucas respostas… Pobres de nós ateus que não acham um sentido banal para a vida. Seria tão bom poder ao menos ter uma explicação, ou só um “oi” que me deste desconhecido. Pudera eu inventar uma verdade alternativa, mas não consigo. Você me entende? Se eu não sei onde errei como posso ir em frente?

A vida segue? Claro. Vai seguir de qualquer maneira e porque, diabos, essa é a melhor? Imagino o abraço, a voz, o tempo juntos e só consigo pensar em como daria tudo para ser de novo um estranho. Não vou implorar que volte, mas deixo meu lado arrumado. Preciso de tão pouco… Não leve todas as chaves consigo, não deixe seu anjo.